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Orlando · para brasileiros

Imóvel em Orlando para brasileiros: preços, regras de temporada e a conta honesta.

Dentro da cidade de Orlando não dá para alugar a casa inteira por menos de 30 dias — e muita gente só descobre depois de comprar. Veja os números, as regras e os riscos, e tire suas dúvidas com o Rui no WhatsApp.

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Rui Cunha, corretor de imóveis na Flórida
Rui Cunha — corretor de imóveis, Royal Star Corp

Orlando em números

O que os dados mostram hoje. Cada número com a fonte — e nenhum deles é promessa de valorização.

US$ 415 mil

Mediana de venda na cidade de Orlando, 2,4% abaixo de um ano antes, com uns 42 dias para fechar contrato e cerca de 4,2 meses de estoque. Na região metropolitana, a mediana das casas foi US$ 439 mil em agosto de 2026.

Fonte: Momentum Realty, out/2026; Florida Realtors, ago/2026.

736 mil

Visitantes brasileiros em Orlando em 2025. O Brasil foi o 3º maior mercado internacional da região, num ano recorde de 76,7 milhões de visitantes.

Fonte: Visit Orlando, maio/2026.

2º

A região de Orlando foi a 2ª preferida dos compradores brasileiros na Flórida entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Fonte: Florida Realtors, perfil internacional 2025.

~30 mil

Brasileiros estimados na cidade de Orlando (e cerca de 200 mil na Flórida Central), segundo o Consulado e a Câmara de Comércio Brasileira em 2023. O Census, que conta só imigrantes, registra cerca de 10,3 mil.

Fonte: WFTV, jul/2023; Census ACS 2020–2024 via Census Reporter.

Para morar, alugar ou temporada?

O objetivo muda o endereço certo. Muitos endereços “de Orlando” ficam fora dos limites da cidade, e isso muda as regras de aluguel e os impostos. O Rui confirma para cada endereço.

Morar

Orlando é a maior cidade da Flórida Central, com 334.496 habitantes estimados em abril de 2024. O bairro MetroWest é há anos ponto de chegada de famílias brasileiras, e desde 2023 a cidade tem consulado-geral do Brasil. Fonte: Florida EDR; Florida Neighborhood Realty, maio/2026; Panrotas.

Alugar (30 dias ou mais)

Aluguel comum, de 30 dias ou mais, é permitido na cidade. Quem mora no imóvel também pode alugar até metade dos quartos (“home share”), com registro. Renda de aluguel nunca é garantida: conte com vacância, administração, seguro, HOA e impostos. Fonte: cidade de Orlando, fact sheet.

Temporada (Airbnb)

Na cidade de Orlando, não: o dono não pode alugar a casa inteira por 1 a 29 dias. As casas de férias da região ficam, em geral, em condomínios fora da cidade, principalmente no condado de Osceola (Kissimmee) — e só em zonas de temporada do condado, com HOA que permita, licença estadual, alvará e 6% de imposto turístico que o próprio dono recolhe. Milhares de casas parecidas (mais de 30 mil na região de Kissimmee) disputam os mesmos hóspedes. Fonte: cidade de Orlando, fact sheet; Osceola County (STRPD); Osceola Tax Collector; Experience Kissimmee.

Como um brasileiro compra na Flórida

Mais da metade (52%) dos brasileiros que compraram imóvel na Flórida usou financiamento americano — não é só para quem paga à vista. Fonte: Florida Realtors, Perfil Internacional 2025.

  1. Sem green card, sem SSN

    Estrangeiro pode comprar imóvel nos EUA. Para financiar e declarar aluguel, você tira um ITIN (número de contribuinte da Receita americana, formulário W-7) no lugar do SSN.

  2. Entrada de 25% a 40%

    Com ITIN é possível financiar. A entrada costuma ficar entre 25% e 40% do valor do imóvel, sujeita à aprovação do banco, que analisa renda e documentos do Brasil.

  3. FIRPTA: na venda, não na compra

    Quando um estrangeiro vende, parte do valor bruto da venda (em geral até 15%) fica retida pela Receita americana. Não é um imposto a mais: o que passar do imposto devido pode ser recuperado na declaração. Converse com um contador.

  4. Não dá visto nem green card

    Comprar imóvel não gera visto, residência ou green card. Isso é outro programa (EB-5), com investimento muito maior em um negócio que gera empregos.

Os riscos, sem esconder

Quem diz que não tem risco está vendendo ilusão. Antes de decidir por Orlando, considere:

  • Enchente também no interior. Em 2022, o furacão Ian provocou enchentes e resgates em partes da Flórida Central. Confira a zona de enchente e faça a cotação do seguro; quem tem seguro pela Citizens vai precisar de cobertura contra enchente, exigência que entra aos poucos até 2027. Fonte: Central Florida Public Media; News4JAX.
  • Execução hipotecária subindo. A Flórida voltou a ter uma das maiores taxas de execução do país em 2026 — ainda bem abaixo de 2008–2010, mas é um sinal real. Fonte: Florida Politics, 2026.
  • Preços podem cair. Imóvel pode valorizar ou desvalorizar. 2006–2012 mostrou isso.
  • Câmbio nos dois sentidos. Se o real se valorizar, seu imóvel vale menos em reais.
  • Custos fixos altos. Seguro residencial na Flórida está entre os mais caros dos EUA; some imposto predial (property tax), taxa de condomínio (HOA) e manutenção.
  • Impostos nos dois países. A Flórida não tem imposto de renda estadual, mas impostos federais dos EUA e do Brasil continuam valendo. Fale com seu contador.
  • Liquidez. Imóvel não se vende em um dia. Conte com prazo e custos de venda.

Quem é o Rui

Rui Cunha está no mercado imobiliário da Flórida desde 2003. Começou como corretor de hipotecas, tirou a licença de corretor de imóveis em 2006 e, em 2010, abriu a própria corretora, a Royal Star Corp, em Deerfield Beach — onde é o broker responsável. De lá, atende clientes em toda a Flórida, de Miami e Fort Lauderdale a Orlando e Tampa. Em 2018 também se tornou empreiteiro geral licenciado (Capax Construction). Antes disso, foi executivo da American Express no Brasil e nos Estados Unidos. Por isso entende as duas pontas: o financiamento, a obra, a compra e a venda — e a cabeça de quem está decidindo do Brasil. Atende em português, da primeira conta até a entrega das chaves, com conta honesta e sem papo de vendedor.

Royal Star Corp · 3751 NW 9th Ave, Unit 4 · Deerfield Beach, FL 33064 · royalstarcorp.com

Não somos assessores financeiros, tributários ou de imigração. Para impostos e vistos, indicamos que você consulte um profissional.

Perguntas frequentes sobre Orlando

Quanto custa uma casa em Orlando?

Cerca de US$ 415 mil na cidade (Momentum Realty, outubro de 2026), 2,4% abaixo de um ano antes. Na região metropolitana, a mediana das casas foi de US$ 439 mil em agosto de 2026 (Florida Realtors).

Posso colocar minha casa de Orlando no Airbnb?

Dentro da cidade de Orlando, não dá para alugar a casa inteira por menos de 30 dias. As casas de férias alugadas por diária ficam, em geral, em condomínios com zoneamento para isso, principalmente em Osceola, e exigem licença estadual, alvará e o recolhimento de 6% de imposto turístico pelo próprio dono.

Quantos brasileiros moram em Orlando?

Não existe um número exato. Em 2023, o Consulado e a Câmara de Comércio Brasileira estimaram uns 30 mil na cidade e cerca de 200 mil na Flórida Central. O Census, que conta só imigrantes, registrou cerca de 10,3 mil moradores da cidade nascidos no Brasil (2020–2024).

Comprar casa em Orlando dá green card?

Não. Comprar imóvel não gera visto, residência nem green card. O EB-5 é um programa separado, com investimento muito maior em um negócio que cria empregos. Para imigração, fale com um advogado especializado.

Dá para financiar um imóvel em Orlando morando no Brasil, sem Social Security?

Com ITIN é possível financiar. A entrada costuma ficar entre 25% e 40% do valor do imóvel, sempre sujeita à aprovação do banco, que analisa renda e documentos do Brasil.

Mais detalhes, bairros e fontes: guia completo de Orlando · Kissimmee e casas de férias · Imóvel na Flórida para brasileiros

Veja os números de Orlando para o seu caso

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